Dor no joelho: causas comuns e quando tratar de verdade
A dor no joelho é uma das queixas mais frequentes no meu consultório. Aparece em jovens que correm, em adultos que passaram anos sentados e agora tentam voltar à academia, e em pacientes mais velhos que convivem com a limitação há tanto tempo que já nem acreditam que isso possa mudar.
O que une todos esses casos é a mesma frase que ouço repetidamente: “Estou esperando doer mais para procurar médico.” E é exatamente aí que o problema cresce.
Por que o joelho dói
O joelho é uma articulação que suporta o peso do corpo inteiro e, ao mesmo tempo, precisa ser móvel o suficiente para agachar, correr e subir escadas. Quando algo nessa equação sai do lugar — fraqueza muscular, sobrecarga, inflamação, desgaste — a dor aparece como sinal.
As causas mais comuns que vejo no consultório:
- Síndrome patelofemoral — dor na parte da frente do joelho, especialmente ao agachar ou descer escadas; muito comum em quem faz corrida ou musculação sem equilíbrio muscular adequado
- Condromalacia patelar — desgaste da cartilagem da patela, que produz aquele estalo ou sensação de areia no joelho
- Lesão meniscal — o menisco é o amortecedor do joelho; quando lesionado, causa dor no esforço, sensação de travamento e inchaço
- Tendinopatia patelar — inflamação no tendão que liga a patela à tíbia, comum em esportistas (também chamado de “joelho do saltador”)
- Bursite — inflamação das bursas, pequenas bolsas de líquido que reduzem o atrito no joelho
- Artrose — desgaste progressivo da cartilagem, mais frequente a partir dos 50 anos, mas pode surgir antes em quem teve lesões prévias
O que o raio-X não conta
Muitos pacientes chegam com um raio-X “normal” achando que não há nada. Mas o raio-X mostra osso — não cartilagem, não tendão, não bursa. Uma tendinopatia grave, uma lesão meniscal inicial ou uma condromalacia podem ser invisíveis num raio-X simples.
Por isso, o exame físico ainda é soberano. A posição da dor, o momento em que ela aparece, como o joelho responde a determinados movimentos — tudo isso já direciona muito o diagnóstico antes de qualquer imagem.
Como eu trato
Não existe protocolo único. O tratamento depende da causa, da gravidade e do quanto a dor já interfere na rotina do paciente. Mas em geral envolve:
- Fortalecimento muscular — quadríceps e isquiotibiais fortes são a base da saúde do joelho; sem isso, qualquer tratamento é temporário
- Terapia por ondas de choque — especialmente eficaz em tendinopatias e síndromes miofasciais do joelho, com resultados que aparecem já nas primeiras sessões
- Infiltração guiada por ultrassom — quando há processo inflamatório ativo (bursite, sinovite), a infiltração precisa com mais precisão e segurança do que a “injeção às cegas”
- Orientação de carga — ajustar atividade física para que o joelho recupere sem parar completamente
- Cirurgia — indicada em casos específicos, como lesões meniscais com sintomas mecânicos ou artrose grave com falha de tratamento conservador; mas é sempre a última opção, não a primeira
Quando procurar avaliação
Se o seu joelho:
- Dói ao agachar, subir escadas ou levantar de uma cadeira
- Incha após atividade física
- Trava ou “falha” em algum movimento
- Acorda você à noite
- Limita sua caminhada ou impede de praticar atividade que você gosta
— não espere piorar. Quanto mais cedo a causa é identificada, mais simples costuma ser o tratamento.
Atendimento em São Paulo
Dr. Caio Yano atende pacientes com dor no joelho presencialmente em São Paulo, no bairro do Ipiranga, e também na Clínica Vertz (Itaim Bibi). Consultas online estão disponíveis para todo o Brasil. O agendamento é feito diretamente pelo WhatsApp.